Setor produtivo vai parar em Londrina pelo impeachment

Setor produtivo vai parar em Londrina pelo impeachment

 

 

A sociedade civil organizada está mobilizada contra o agravamento da crise política e econômica. Convocados pela ACIL, os líderes londrinenses se reuniram na manhã desta sexta-feira (18) e decidiram realizar o Fecha Londrina, nesta terça-feira.

O ato reforçará as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff que estão se realizando em todas as regiões do Brasil. Das 10h às 10h30, o setor produtivo irá paralisar as atividades e instalar faixas pretas nas fachadas dos estabelecimentos.

“Chegamos ao extremo e por isso vamos reforçar a vigilância nas decisões políticas. As entidades empresariais querem somar apoio aos demais movimentos que pedem o afastamento da presidente. Pedimos que os empresários coloquem um pano preto nas portas dos estabelecimentos para sinalizar que estamos de luto. Queremos mudar o Brasil para melhor”, ressalta o presidente da ACIL, Valter Orsi.

O movimento Fecha Londrina tem como slogan “Fecha por apenas uma hora para não fechar para sempre”. As lideranças da sociedade civil permanecerão vigilantes quanto ao posicionamento de cada integrante da bancada paranaense na Câmara Federal e no Senado.

Ao final do encontro, realizado na ACIL, os representantes das entidades assinaram uma carta em apoio à Operação Lava Jato endereçada ao juiz federal Sérgio Moro. “Entendemos que a operação e a vossa liderança são páginas inspiradoras na História da Nação. A partir dela, haveremos de ter novos paradigmas comportamentais dos homens e mulheres que exercem mandato público”, diz um trecho do texto.

“Estamos acompanhando o processo de impeachment de perto”, afirma o presidente da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, Guido Bresolin Junior. “Estamos incentivando que o sistema utilize todas as formas de pressão”. Para ele, todas as movimentações são fundamentais para este momento crucial em que o país se encontra. “Todos os protestos devem ser promovidos dentro do respeito à legalidade”, destaca o Bresolin.

Com Assessoria ACIL