Movimento Brasil Livre faz palestra durante reunião da CACB

Durante reunião do Conselho Deliberativo da CACB, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, nesta quarta-feira (4), o advogado, cientista político e coordenador do Movimento Brasil Livre, Frederico Gonçalves Junkert, fez uma palestra sobre o Brasil depois do impeachment. Ele também detalhou os desafios políticos do país no cenário atual na reunião do CAD, Conselho de Administração, da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, no último dia 29, em Curitiba, e já recebeu convites para falar do tema em outros estados.

reunião CACB - Frederico

Também durante a reunião do Conselho da CACB, o deputado Paulo Eduardo Martins (PSDB/PR), integrante do Movimento Brasil Livre, criticou os movimentos de esquerda e o sindicalismo que, segundo ele, “forjam pressão e demandas que não são reais”. Para Martins, as demandas sindicais trabalhistas são inviáveis e travam todo o país. Frente a isso, o parlamentar disse que é preciso reverter a contribuição sindical compulsória, lembrando que os sindicatos patronais não devem ter problema em adquirir contribuição voluntária por fazerem um bom trabalho.

reunião CACB - Dep Paulo

Já o deputado Rogério Marinho (PSDB/RN) disse que a situação do Brasil é muito pior do se imagina. “Só a Caixa Econômica e a Petrobrás vão precisar de uma capitalização por parte do Tesouro em torno de R$ 160 bilhões”. O deputado é presidente da Frente Parlamentar Mista do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (CSE). “É evidente que há um vício de origem. Os governos no Brasil sempre fazem seus ajustes pela receita. Se está faltando dinheiro, vamos aumentar o imposto, que cobre o buraco e resolve o problema”, afirmou.

Marinho falou sobre suas expectativas em relação ao governo pós-Dilma Rousseff. A aposta é de que haja coragem para “cortar na própria carne”. De acordo com o parlamentar é preciso fazer um ajuste fiscal rigoroso, “mas sem aumentar alíquotas, sem fazer atalhos, sem fazer sangrar ainda mais a sociedade”, ponderou.

reunião CACB - presidente

O deputado ainda reforçou a necessidade de uma reforma política e criticou a legislação trabalhista chamando-a de “jurássica” por atrapalhar o desenvolvimento econômico promovido pelos empresários. “Como você pode ter direito se não tem economia, se não tem trabalho, se não tem emprego? É uma equação que não fecha,” enfatizou.

George Pinheiro, presidente da CACB, sugeriu aos presidentes das Federações que convidassem os deputados integrantes da Frente CSE para que compartilhem o movimento agregador entre empresários e parlamentares. “É necessário termos mais entrosamento com nossos representantes”, disse.  Pinheiro ressaltou a importância política da CACB para a classe empresarial e mencionou a necessidade de regulamentação do lobby. “Resolvemos fazer política como se faz no mundo inteiro. Temos parlamentares na Frente, e a CACB vai fazer política publicamente”, explicou.

reunião CACB

Ainda durante a reunião, que encerrou no início da tarde, foram aprovadas as contas da CACB e o reajuste de 23,48% nas mensalidades da Confederação, a partir de 1º de junho. O presidente informou ainda que o 3º Fórum CACB MIL começa a ser definido e ressaltou que no dia 30 de maio, em São Paulo, será realizado um Seminário que vai levantar os problemas e propor as soluções ao País. Será uma promoção conjunta entre Associação Comercial de São Paulo e CACB na parte da manhã e, de tarde, a Confederação já agendou uma nova reunião de diretoria.

O Seminário vai abordar três temas: político, econômico e fiscal. As conclusões deste seminário serão enviadas ao Congresso Nacional e à presidência da República.

Com assessoria da CACB